Revista Latina de Comunicación Social 14 – febrero de 1999

Edita: LAboratorio de Tecnologías de la Información y Nuevos Análisis de Comunicación Social
Depósito Legal: TF-135-98 / ISSN: 1138-5820
Año 2º – Director: Dr. José Manuel de Pablos Coello, catedrático de Periodismo
Facultad de Ciencias de la Información: Pirámide del Campus de Guajara - Universidad de La Laguna 38200 La Laguna (Tenerife, Canarias; España)
Teléfonos: (34) 922 31 72 31 / 41 - Fax: (34) 922 31 72 54

[Diciembre de 1998]

Internet e Cultura: um novo olhar, veloz e voraz

(4.324 palabras - 10 páginas)

Wilson de Oliveira Souza ©

Jornalista, artista plástico, produtor cultural e mestrando em Comunicação Social na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), São Paulo, Brasil.

canalw@embranet.com.br ou

wilsonoliveirasouza@usa.net.com

 

Em cada piscadela que damos, um novo mundo enxergamos. Com a globalização, o modo de ver o mundo muda radicalmente, principalmente devido ao complexo ritmo ditado pelas relações entre o meio ambiente e seus usuários. De forma sintetizada (1), podemos explicar que a globalização é resultado da terceira revolução tecnológica (tecnologias ligadas à busca, processamento, difusão e transmissão de informações; inteligência artificial; engenharia genética), da formação de áreas de livre comércio e blocos econômicos interligados (como o Mercosul, a União Européia e o Nafta) e da crescente interligação e interdependência dos mercados físicos e financeiros em escala planetária. Essa trinca é responsável pela alteração, principalmente, da nova forma de enxergarmos a cultura, aceitando que a mundialização da cultura é um processo em curso, não concluído ainda, na qual as formas culturais nacionais ou locais entram em contato rapidamente. Com isso, quedam as barreiras territoriais, forçam as mediações e criam, no dizer de Featherstone, a "terceira cultura" (2), entendendo como "um conjunto de práticas, conhecimentos, convenções e estilos de vida que se desenvolvem de modo a se tornar cada vez mais independente dos Estados-Nação".

A busca pela independência tem razão de ser. Hoje o Estado não consegue responder às demandas solicitadas por seus habitantes. Em 1960 os ricos ganhavam 30 vezes mais que os pobres. Em 1994, os 20% mais ricos abocanharam 86% de tudo o que foi produzido no mundo, quando sua renda era 78 vezes superior à dos 20% mais pobres. Esse é o lado menos conhecido da globalização e ano a ano o fosso que separa os incluídos do excluídos vem aumentando: os ricos ficam mais ricos e os pobres, mais pobres (3). Essa dicotomia gera, em todas as camadas sociais, distorções de comportamento, já que o objetivo de todos se torna, como numa corrida espermatozóica, a sua inserção no grupo de elite econômico. Um exemplo típico de distorção foi documentado por Marilene Felinto, em sua reportagem Brasil arcaico: parabólico sertão, para a revista brasileira Marie Claire, onde relata que no interior de Pernambuco, uma casa de taipa, com fogão a lenha e chão de terra batida, um casal com seis filhos seminus e descalços (idade entre 3 e 13 anos) possui televisão em cores e uma enorme antena parabólica no telhado. Tímida e acanhada, a mulher confessa à repórter que seu maior sonho era ter uma geladeira e um sofá. Entretanto a mesma não estava disposta a trocar a televisão pela geladeira porque "na televisão a gente vê a cidade e acho bom assistir novela porque é bom ver aquele povo", justifica a moradora, numa clara demonstração de que prefere o sonho do que a preservação do alimento. É o efeito da transformação do luxo em necessidade, resultado do choque entre a falsa democratização da abundância e a crua privação do essencial. É a imagem alimentando a alma e modificando hábitos.

A força dessa mudança está no uso da linguagem. Ross Jeffries, que utiliza a programação neurolinguística para vender seus livros sobre sedução, afirma que "a linguagem é uma coisa esquisita. É muito poderosa. A linguagem pode verdadeiramente mudar as estruturas dentro do seu cérebro" (4). E é com ênfase nessa eficácia simbólica que Régis Debray (5) propõe sua midiologia como disciplina, através do estudo sistemático dos mecanismos de transmissão. Para ele, a midiologia estuda em profundidade a relação entre cultura e técnica, distinguindo a transmissão da informação no tempo e no espaço, donde o percurso midiológico percorre quatro etapas: Mensagem, Medium, Meio e Mediação. "Mensagem como militância, messianismo, ministério. Medium como memória, material, maquinaria, monumento. Meio como mundo, modo, macrossitema técnico e Mediação como mistura, maldição, milagre, pois a Mensagem remete a uma pragmática, o Medium a uma tecnologia, o Meio a uma ecologia e a Mediação a uma antropologia. Cada parada no caminho supõe mudança de escala cronológica e espacial: a Mensagem individual tem um momento; o Medium utilizado pertence a uma época; o Meio é uma sedimentação secular e a Mediação é multimilenar própria à espécie" (6). Dentro dessa perspectiva, ele crê que "a personalização do debate de idéias faz certamente parte do jogo da mídia, inclusive da imprensa intelectualizada, pois a política de personalidades sempre vende mais" (7). Por este motivo Debray acha que "o mercado cria riquezas, mas não pode redistribuí-las. Para isso é necessário um Estado que não se confunda com as forças do capital. Sem uma ação política, corajosa e voluntarista, a dinâmica do mercado se converte em ditadura do mercado em todos os setores da vida" (8). Para quem acredita que a terceira revolução tecnológica pode ser a solução, ele acha que "a Internet é um entusiástico fator de aceleração do saber e de esfacelamento anárquico das pirâmides autoritárias, mas os que esperam da cibercultura a democratização do planeta correm o risco de uma enorme decepção" (9).

E essa decepção já pôde ser constatada em pesquisa (10) feita por Oriana White, da CPM Market Research, quando ouviu 2.160 jovens na faixa etária de 9 a 20 anos, de ambos os sexos, no Brasil, Argentina e México, concluindo que os jovens se comporta de acordo com os valores local, continental e global. E nesse entrelaçar de parâmetros demonstra que o desejo por bens materiais é muito maior do que o bem estar pessoal. Perguntado o que gostariam de pedir se encontrassem uma lâmpada mágica, um terço dos jovens disseram "ganhar muito dinheiro" e menos de 10% responderam "ser feliz e ter saúde". Talvez isso seja fruto de suas atividades rotineiras, predominantemente expostos à mídia. Veja quadro obtido pela pesquisa:

Atividades que fazem durante a semana

Atividade

BRASIL

ARGENTINA

MÉXICO

Assistir à TV

94%

87%

66%

Ouvir rádio

86%

75%

44%

Ler revistas

34%

45%

35%

Ler jornal

33%

37%

17%

Fonte: Gerson Trajano. Juventude transviada: pesquisa traça perfil de jovens no Brasil, Argentina e México. Meio & Mensagem, 3 de novembro de 1997.

A influência da mídia cria, hoje, uma cultura global, que poderia ser descrita como uma visão do mundo crescentemente limpo e informatizado, no qual os povos e os indivíduos beneficiam-se das maravilhas da técnica e cultivam a semente da consciência planetária e que triunfará na aldeia global do terceiro milênio. "Um dos indícios mais eloqüentes a prenunciar tal transformação seria a Internet, da qual deriva a imagem de um mundo organizado segundo a estrutura de uma rede e, como diz Nicholas Negroponte, a comunidade de usuários da Internet vai ocupar o centro da vida cotidiana" (11). Paula Mageste ao coletar depoimentos para a reportagem Amor na Internet: nunca de vi...sempre te amei, publicada pela edição brasileira da revista Marie Claire, comprova a interferência dessa nova ferramenta na vida das pessoas. Uma atriz de 50 anos, separada, três filhos, dois netos, disse que perdeu cinco quilos, não comia e nem dormia direito, além de passar pelo menos duas horas por noite navegando, quando descobriu que estava apaixonada. Através da Internet, descobriu que sua paixão morava no Canadá. Nunca se conheceram. Ela no Brasil, mas mesmo assim o envolvimento foi tanto que, relata, "com o tempo, a relação foi ficando física também. Sinto a presença dele. A gente se beija, se abraça e até transa pela Internet. Esse relacionamento virtual é muito intenso para mim. Vamos descrevendo um cenário, escolhemos uma praia deserta no Caribe, sei lá, e criamos um clima, uma história. Vamos imaginando e escrevendo, deixando acontecer. E o outro vai sentindo. É o melhor sexo da minha vida. Fiz coisas com ele na cama virtual que nunca tinha experimentado". Tendo como anteparo o hardware e como agente facilitador o software, o mundo das pessoas parecem mudar, pois elas se encorajam diante e defronte uma máquina. O caso da atriz, apesar da maturidade da idade, demonstra o efeito da linguagem. Na mesma reportagem, uma publicitária de 32 anos, solteira e tímida, relatou que as coisas ditas através da comunicação on-line seria impossível de serem ditas "olho no olho", pois falaram de suas vidas afetivas de um jeito que não seria possível pessoalmente. A jovem complementa que "a gente se conheceu primeiro por dentro e o computador exacerbou e acelerou a franqueza entre nós".

Talvez seja esse poder de interferir na vida das pessoas que fazem da moderna tecnologia, mediada pela comunicação e representada pela Internet, um objeto que precisa ser melhor investigado. Pesquisa (12) feita com mil empresários do Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Cingapura e Hong Kong, demonstrou que o crescimento da Internet (e o enorme volume de informação que ela pode oferecer aos seus usuários) está criando uma classe de depressivos. As pessoas ficam estimuladas ao encontrar as informações que quer, mas tornam-se deprimidas quando não consegue. A pesquisa constatou que 80% sentem-se compelidos a encontrar o máximo de informação possível e 43% dos entrevistados disseram que procuram material na Internet mesmo quando estão desfrutando de férias ou folga. O estudo evidencia que a informação pode provocar dependência. Essa busca desesperada pode estar gerando uma crise desencadeada por excesso de informação (13). É a saturação comunicacional, que é tão perigoso quanto a carência de informação. Nos Estados Unidos já estão surgindo estudos para tratar do caso, que já fez nascer o profissional do conhecimento, cuja tarefa é ajudar no manuseio e tratamento da enxurrada de dados disponíveis, visando transformar informação em conhecimento, sendo que este último é sinal de algo útil, aplicável nas atividades do ser humano. "Um fato é inquestionável: o excesso de informação provoca ignorância. E ainda não estamos preparados para enfrentar essa abundância. Basta olhar em volta. As pessoas andam com telefone celular, recebem dados por pagers, estão conectadas à Internet, assistem TVs por assinatura com notícias 24 horas, além de serem municiadas com fontes antigas como jornais, TVs abertas e rádios. (...) Tamanho bombardeio provoca uma, digamos, ‘mesmização’. A imensa maioria dos leitores, telespectadores e ouvintes, mesmo os mais educados, não sabe onde leu, ouviu ou viu a notícia" (14).

Com isso, vai sobreviver quem souber aprender como aprender e quem sai perdendo é quem memoriza, copia, decora e é preso a regras e costumes. Quem repete, vicia. O psicólogo canadense Jean-Pierre Rouchon estima que 10% dos usuários de Internet (15) possam desenvolver sintomas de dependência. E ela começa quando o indivíduo troca as atividades domésticas, de lazer, de trabalho e de contato humano pela navegação nas páginas e salas da web, onde se estima que um, em cada cinco dependentes, tenham algum tipo de atividade sexual on-line (pornografia ou sexo virtual). Essa nova droga a prender suas vítimas em sua teia já tem algumas histórias escabrosas. A rede é acusada de acabar com casamentos, causar demissões, provocar bancarrota financeira e até suicídio. Estudos (16) americanos e ingleses atestam o efeito negativo da dependência da Internet. Kimberly Young, da Universidade de Pittsburgh fez o mesmo tipo de perguntas a 496 usuários de Internet que faz normalmente aos usuários de drogas. Resultado: 396 dos internautas são dependentes da web. Margareth Martin, da Universidade de Glasgow entrevistou 100 estudantes e descobriu que 16% sentem-se irritados, tensos, deprimidos ou inquietos se são barrados em seu acesso à rede; 27% sentem-se culpados pelo tempo que gastam on-line; 10% admitem negligenciar a companheira, o filho ou trabalho por causa da Internet; e 4% disseram que sua saúde mental ou física foi afetada para pior.

Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS) (17) a depressão é uma enfermidade que atinge 5% a 6% da população do planeta, cujo primeiro sinal é a perda de interesse em atividades que normalmente dão prazer à pessoa. A causa da depressão é a perda de referências, "como a vizinhança, a padaria e até os armários de móveis da casa(...) o deprimido é um prisioneiro do passado. Ele remói as suas culpas e não vê perspectiva de futuro.(...) A depressão desestrutura a vida familiar e profissional do indivíduo" (18). Segundo a OMS, a depressão é a quarta enfermidade mais cara para a humanidade, atrás das cardiovasculares, das doenças respiratórias e do câncer. Se por um lado a Internet pode afetar a saúde das pessoas, por outro ajuda a resolver problemas, haja vista a popularidade de sites médicos disponíveis na rede. De doenças banais a síndromes raras, de novos tratamentos a métodos anticoncepcionais, o leque de informações na web é inumerável. Site organizado por técnicos e médicos da Universidade de São Paulo (19) constatou que "cerca de 365 mil pessoas acessaram a página no mês de julho contra 230 mil em maio e oito mil em fevereiro do ano passado, quando a página surgiu". Os próprios especialistas utilizam a Internet para se informar, se atualizar e trocar experiências com outros profissionais. A rede também está ajudando a polícia a encontrar crianças perdidas (20), por meio de nova tecnologia, através do recurso de envelhecimento fotográfico. Tudo isso é possível porque a informação é a ferramenta básica para achar o que se deseja.

Mas qual é o desejo do ser humano? Para muitos esse desejo é fruto de manipulação da cultura global de dominação, sendo vista como resultado da extensão de uma determinada cultura aos limites do globo. Para esses, que não vêem a globalização com bons olhos, ela é um "sistema de crenças, comportamentos e representações [que] se expande sobre a Terra, suplanta as fronteiras nacionais, subjuga [a] heterogeneidade e impõe-se como totalidade uniformizada. A globalização cultural é tomada como peça ideológica de uma estratégia de domesticação em escala planetária, que resultaria na configuração de um mundo integrado e organizado nos moldes de um gigantesco Estado-Nação" (21). Contribuindo com essa visão catastrófica, há inúmeros exemplos de uso indevido da Internet. Um exemplo é o caso do "casal de jovens americanos [que] planeja perder a virgindade pela Internet. Mike e Diane (...) afirmam que terão a primeira relação sexual no dia 4 de agosto e que ela será transmitida ao vivo através do site.(...) A página é mantida por uma empresa especializada em sites pornográficos. (...) Segundo Mike e Diane a idéia de deixarem de ser virgens diante de milhões de pessoas surgiu depois da transmissão do primeiro parto pela Internet" (22). A notícia foi veiculada em vários jornais, revistas e televisão. Houve uma avalancha de acesso ao site indicado. Entretanto uma semana depois veio a verdade e foi constatado que tudo não passou de uma grande mentira. "Os jovens Diane e Mike, ambos de 18 anos, que prometeram fazer sexo pela primeira vez ao vivo por intermédio da Internet foram desmascarados. O casal que provocou polêmica em todo o mundo é Michelle Parma que não revelou a idade e Ty Taylor de 23 anos. De virgens não têm nada. Os dois são atores desempregados e estão à procura de sucesso em Hollywood. [O dono da página Ken Tipton anunciou que] iria fechar a página no dia marcado para o evento depois de arrecadar U$ 5 de cada internauta interessado em acessar o site" (23).

Os crimes de computador são delitos que variam de ameaças a fraudes milionárias. Praticados via Internet, esses crimes acontecem em todo o planeta simultaneamente e a maioria dos países não está preparada para enfrentar os criminosos digitais. Os crimes de computador que mais incomodam o FBI são as fraudes de natureza financeira. Uma pesquisa (24) feita pela Universidade de Michigan (EUA), mostra que 96,6% das 150 maiores empresas americanas já foram vítimas de fraudes com cartão de crédito pelo sistema on-line. E isso não ocorre somente com as grandes corporações. As fraudes e mentiras também atingem o lado pessoal. "Foi baseando-se em mentiras que Carla Patrícia Coelho, 29 anos, e Flávio Oliveira e Silva, 37, viveram a virtualidade de um amor de conto de fadas. Ele em Goiana (GO), ela em Campo Grande (MS). Os dois se conheceram no programa Free Tell da Internet. Bate-papo virtual vai, bate-papo virtual vem, e a amizade virou paixão. (...) Cem horas de namoro virtual depois, eles marcaram o casamento, lua-de-mel e decidiram se encontrar. Em 2 de outubro, dez dias depois do primeiro contato virtual, passaram para o mundo real. (...) Fim do sonho virtual: no domingo 19 o casal foi preso em Terezina (PI) depois de dar 38 cheques sem fundos. Fora da rede, Flávio nunca foi fazendeiro, interrompeu a faculdade de Economia e trabalha com o pai (professor aposentado e escritor). Confirmou na polícia a história de amor via Internet contada por Carla. (...) Considerada vítima de um golpe, Carla voltou para casa. Sem sonho, sem Internet e com uma dívida de R$ 15 mil" (25).

O certo é que hoje o mundo virtual invadiu nossa vida de tal maneira que a cultura, designadora na formação do espírito humano na sensibilidade, na inteligência e no gosto, sofre influência tão rápida e veloz, que, de forma voraz, requer-nos nova forma de conceituação, principalmente, devido a instantaneidade das informações. Cai por terra, portanto, toda a segurança até então adquirida pela humanidade, que servia como escudo de proteção. Hoje a privacidade é uma meta e um resquício de sustentação à individualidade. "A privacidade da classe média nos países ricos não existe mais, mesmo antes do advento da Internet. As empresas sabem tudo sobre as nossas vidas", adverte Jean Paul Jacob (26), técnico da multinacional IBM. Para ele, manter a privacidade é questão de tempo e dinheiro. "Podem-se comprar programas para codificar suas mensagens de correio eletrônico e despistar os sites por onde se navegou. Mas nenhum é infalível, pois sempre haverá alguém desenvolvendo um programa mais poderoso para descobrir por onde você passou e quem você é" (27). Resta-nos, no entanto, um consolo. Se a tecnologia é criada para nos servir, e que se ela contém falhas, é porque nós, humanos, estamos falhando. Se ela é apenas uma ferramenta, compete a nós construirmos uma que adeqüe aos desejos e sonhos do homem, sempre lembrando que os homens pensam, as máquinas não. Ainda.

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Notas

  1. Explicação didática de Eduardo Gianetti da Fonseca no artigo Saiba como os teóricos interpretam o processo. In Globalização. Folha de S. Paulo, 2 de novembro de 1997, Caderno Especial, p.2

  2. Mike Featherstone. Citado por Marcos Augusto Gonçalves. Intercâmbio aproxima países e anuncia "cultura global". In Globalização. Folha de S. Paulo, 2 de novembro de 1997, Caderno Especial, p. 10.

  3. José Roberto de Toledo. Globalização aprofunda o abismo entre ricos e pobres. In Globalização. Folha de S. Paulo, 2 de novembro de 1997, Caderno Especial, p. 12.

  4. Citado por Lu Gomes. A tecnologia da paquera: guru do xaveco vende pela Internet todos os truques sujos da sedução, a um preço que só os mais desesperados se dispõem a pagar. Revista Istoé, n.º 1491, 29 de abril de 1998, p. 54,55.

  5. Régis Debray em entrevista a Juremir Machado da Silva. As tecnologias da crença. Folha de S. Paulo, 30 de agosto de 1998, Caderno Mais, p. 5-6.

  6. Régis Debray. Idem Ibidem.

  7. Idem Ibidem.

  8. Idem Ibidem.

  9. Idem Ibidem.

  10. Gerson Trajano. Juventude transviada: pesquisa traça perfil de jovens no Brasil, Argentina e México. Meio & Mensagem, 3 de novembro de 1997, p. 6

  11. Marcos Augusto Gonçalves. Op. Cit.

  12. Charles Arthur. Pesquisa revela o vício da informação. Folha de S. Paulo, 21 de dezembro de 1997, Caderno Mundo, p. 1-20.

  13. Gilberto Dimenstein. Excesso de informação provoca ignorância. Folha de S. Paulo, 2 de novembro de 1997, Caderno Mundo, p. 2-18.

  14. Idem Ibidem.

  15. Jairo Bouer. Internet vira vício para 10% dos usuários. Folha de S. Paulo, 30 de agosto de 1998, Caderno São Paulo, p. 3-8.

  16. Lu Gomes. Droga de Internet: psicólogos americanos advertem - o mundo on-line pode fazer mal à saúde e até acabar com a vida. Revista Istoé, n.º 1.429, 19 de fevereiro de 1997, p. 42,43.

  17. Alberto Costa e Silva, diretor de Saúde Mental da OMS, em entrevista a Paulo César Teixeira. O mal do século XXI. Revista Istoé, n.º 1.470, 3 de dezembro de 1997, p. 5-7.

  18. Alberto Costa e Silva. Op. Cit.

  19. Kátia Stringueto. Consultório virtual: aumenta o número de pessoas que acessam a Internet para tirar dúvidas e descobrir novidades da medicina. Revista Istoé, n.º .1509, 2 de setembro de l998, p. 94,95.

  20. Norton Godoy. Internet: enxergando no tempo - tecnologia doada por empresa americana vai ajudar os brasileiros a encontrar crianças desaparecidas. Revista Istoé, n.º 1509, 2 de setembro de 1998, p. 38,39.

  21. Marcos Augusto Gonçalves. Op. Cit.

  22. Sexo: a primeira na rede. Revista Istoé, n.º 1.503, 22 de julho de 1998, p. 13

  23. Sexo: lorota virtual. Revista Istoé, n.º 1.504, 29 de julho de 1998, p. 14.

  24. Mário Simas Filho. Internet: a face bandida - o uso do computador para ameaças, pornografia e fraudes milionárias preocupa a polícia de todo o planeta. Revista Istoé, n.º1496, 3 de junho de 1998, p. 50,52.

  25. Internet: conexão da mentira - a história de amor do fazendeiro Flávio e da estonteante Carla que durou cem horas na rede e terminou como caso de polícia. Revista Istoé n.º 1.465, 29 de outubro de 1997, p. 12-13.

  26. Jean Paul Jacob em entrevista a Peter Moon. A privacidade acabou. Revista Istoé, n.º 1.498, 17 de junho de 1998, p. 6-10.

  27. Idem Ibidem.


FORMA DE CITAR ESTE TRABAJO EN BIBLIOGRAFÍAS:

De Oliveira Souza, Wilson (1999): Internet e Cultura: um novo olhar, veloz e voraz. Revista Latina de Comunicación Social, 14. Recuperado el x de xxxx de 200x de:
http://www.ull.es/publicaciones/latina/a1999c/
134internet.htm